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03
Abril 2012

Indústria cresce 1,3% em fevereiro, mas cai no bimestre

RIO — A produção industrial até aumentou 1,3% em fevereiro na comparação com janeiro, mas ainda acumula queda de 3,4% em 2012, em relação ao primeiro bimestre de 2011, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De março do ano passado a fevereiro deste ano, nos últimos 12 anos, a produção acumula recuo de 1,0%.

O resultado de fevereiro foi o maior avanço mensal desde o mesmo mês de 2011, quando a produção tinha crescido 2,2%.

— O resultado de hoje mostra uma recuperação frente ao resultado do mes anterior. Das 27 áreas, 18 apresentaram taxas positivas. No mes passado, eram 14 setores em queda. Ainda assim, o patamar da produção segue 3,4% abaixo do seu ponto mais elevado, em março do ano passado — comentou André Macedo, gerente da pesquisa no IBGE.

Macedo citou que houve recuperação na produção de veículos automotores e no setor extrativo. Mas ponderou que, dentro de veículos, ainda há unidades em paralisação e há niveis de estoque elevado:

—De qualquer maneira, a produção sai de uma queda de mais de 30% para um crescimento de 13,1%.

Em relação a fevereiro de 2011, a produção ainda estava 3,9% menor neste ano. Nesta base de comparação, foi a sexta taxa negativa consecutiva e o pior desempenho desde setembro de 2009 (-7,6%).

O mercado, entretanto, esperava uma queda de 0,88% em fevereiro, na mediana das projeções captadas pelo boletim Focus do Banco Central. A pior estimativa do Focus, captada na última sexta-feira, era que ocorreria um tombo de 6,90% no volume produzido.

Segundo Felipe França, economista do banco ABC Brasil, "apesar de o desempenho da atividade industrial continuar fraco neste início de ano, quando descontados os diversos ruídos as perspectivas para 2012 são positivas". Em sua avaliação, o reaquecimento da demanda doméstica, a retomada dos investimentos e os esforços do governo para evitar uma desindustrialização da economia devem contribuir para o crescimento a longo do ano.

A indústria brasileira patina há meses, com resultados ruins de produção. Em 2011, por exemplo, o setor cresceu apenas 1,6%, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) do país teve expansão de 2,7%.

Nos primeiros meses de 2012, a atividade industrial continua em estado de atenção. O Índice de Gerentes de Compras de Produção Industrial (PMI, na sigla em inglês) do instituto Markit, divulgado na segunda-feira, caiu para 51,1 pontos em março, ante 51,4 pontos em fevereiro, embora ainda mostre expansão da atividade.

Diante desse cenário, a presidente Dilma Rousseff divulga nesta terça-feira um pacote de medidas para estimular ainda mais a indústria nacional, que envolvem desde desoneração de folha de pagamentos para mais segmentos até benefícios para exportadores. Mas nem tudo é novidade absoluta, porque o governo deve incluir ações já anunciadas e que ainda não foram tiradas do papel.

Fonte: O Globo

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