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Ontem, durante a reunião-almoço do Setor Produtivo com Deputados Distritais, ocasião em que foi criada a Frente Parlamentar em Defesa do Setor Produtivo, vários empresários, representando os principais setores de atividade, fizeram veementes colocações de como se encontra a economia aqui em Brasília.
A criação da Frente Parlamentar do Setor Produtivo, formada pelos Deputados: Celina Leão (PDT) Doutor Michel (PP), Sandra Faraj(SD), Júlio César (PRB), Rafael Prudente (PMDB), Rodrigo Dalmasso(PTN),Wellington Luiz (PMDB), Robério Negreiros (PMDB) Cristiano Araujo (PTB) e Bispo Renato (PR) permitirá que estes deputados votem em conjunto nas questões que envolvam interesses das empresas.
A importância da Frente Parlamentar será, ainda, muito maior, quando empresários quiserem levar projetos de Leis de suas iniciativas para serem discutidos e votados na Câmara Legislativa
Em seguida, transmitimos um resumo do que falaram os empresários durante a reunião:
Edson de Castro, Presidente do Sindivarejista enumerou o atual estágio em que se encontra a economia do Distrito Federal e pediu providencias imediatas por parte do Executivo para fazer girar a roda da economia, tendo esclarecido que não estava provocando rupturas entre a classe empresarial e o Governo, mas sim apelando para que não hajam mais aumentos de impostos.
Para Edson de Castro, além do comércio estagnado existem graves deficiências nos transportes, segurança, saúde pública e educação. Não há planos de investimentos. Não há obras em execução. Parece que o Governo só está cuidando de recompor o seu caixa.
Dionyzio Klavdianos – Sinduscon - Sugeriu que o Governo do DF pague o que deve às empresas e, assim, a construção civil possa ser reativada, gerando empregos e renda.
Paulo Muniz – Ademi – O Pacto da Governabilidade deve passar pela aprovação de projetos “porque a classe média hoje encontra-se sem opção para comprar imóveis”. O ITBI vai subir de 2% para 3%, o que significa reajuste de 50%. O setor já demitiu este ano 13 mil trabalhadores e vive crise aguda.
Júlio César Itacaramby – Sindiatacadista – O setor recolhe R$ 1,2 bi de impostos anuais aos cofres do GDF e espera medidas que dêem impulso à economia. Empresas vivem momento de insegurança e não sabem se renovam estoques e se contratam funcionários. Há poucos anos, o setor empregava 25 mil pessoas. Hoje, apenas 15 mil.
Fernando Batista Ramos – Sindicombustíveis – Pediu providências contra a onda de criminalidade e disse que diariamente 34 postos são assaltados no DF com riscos para funcionários e consumidores.
Jael Antonio – Presidente do Sindhobar – Cobrou ações visando a regularização da Lei dos Puxadinhos e disse que a Lei do Silêncio, aprovada pela Câmara Legislativa, poderá resultar no fechamento de inúmeros bares e restaurantes. Disse, ainda, que os funcionários do setor não têm transporte público depois de 1 hora da madrugada. Eles passam a noite inteira nos pontos de ônibus ou terminais rodoviários.
José Carlos Magalhães Pinto – Câmara de Dirigentes Lojistas - CDL – Afirmou que há necessidade da criação de um Código de Defesa dos Direitos do Contribuinte. Projeto neste sentido está parado na Câmara Legislativa. Tem o número 59/2013. Sua aprovação significará respeito mútuo entre a sociedade e o governo.
Carlos Hiram – Secovi – Indústria da construção civil está recebendo apenas desestímulo dos governo federal e do DF. Restrições da Caixa Econômica Federal ao financiamento imobiliário prejudicam e paralisam a economia. Protestou contra aumento de 50% no ITBI. Setor não foi ouvido sobre essa majoração.
Carlos Aguiar – Presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Materiais para a Construção – Responsável por 9,5% da arrecadação do Governo do DF, este segmento tem hoje 2.700 lojas que empregam 25 mil pessoas. No entanto, a inadimplência tem provocado danos à economia. Há duas mil lojas fechadas em todo o DF por diferentes razões.
Janine Brito – empresária (Ferragens Pinheiro) – Elogiou a Câmara Legislativa por se preocupar com os legítimos problemas de Brasília. Observou que estão sendo feitas demissões em massa no comércio porque as vendas caíram. Quem não se preparou para enfrentar a crise certamente passará por enormes dificuldades. Quando a construção civil para, tudo para e há um efeito cascata na economia. Empresários devem evitar contrair dívidas fiscais. Apelou aos deputados distritais visando a adoção de medidas contra a desaceleração da economia que pode ter efeitos danosos.
Fábio de Carvalho – empresário e representante da Fecomércio – Secretaria de Desenvolvimento Econômico do GDF pouco ou quase nada faz pelo setor produtivo. Ela está parada. Não é justo que as terras do Pro-DF não sejam regularizadas. Precisamos de uma Brasília mais forte e eficiente. O setor produtivo precisa da Câmara Legislativa. Todos os segmentos – varejo, atacado, construção civil, shoppings – estão vivendo graves problemas que precisam de resposta. A crise necessita de respostas. Precisamos de uma comunicação direta com o Governo do Distrito Federal.
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