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Entre 2020 e 2023, foram registrados 7.539 desastres relacionados às chuvas, número muito superior aos 2.335 eventos contabilizados ao longo de toda a década de 1990.
Os dados integram o relatório “Temporadas das Águas: O Desafio Crescente das Chuvas Extremas”, publicado pela Aliança Brasileira pela Cultura Oceânica, sob coordenação do Programa Maré de Ciência, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a Unesco e a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.
Desastres
O estudo revela que 83% dos municípios brasileiros já enfrentaram ao menos um desastre associado às chuvas, proporção que mais do que triplicou desde os anos 1990. No total, 91,7 milhões de pessoas foram afetadas por esses eventos entre 1991 e 2023.
Apenas entre 2020 e 2024, os prejuízos econômicos chegam a R$ 132 bilhões, valor 123 vezes maior do que o registrado na década de 1990.
Gravidade
“O aumento não é apenas em frequência, mas também em gravidade. Os eventos estão mais intensos, mais destrutivos e atingem um número cada vez maior de pessoas”, diz Ronaldo Christofoletti, membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN) e professor do Instituto do Mar da Unifesp e coordenador do estudo.
Segundo ele, a intensificação das chuvas extremas está diretamente relacionada às mudanças climáticas e tende a se agravar nas próximas décadas.
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